"Histórias das Gentes da Baixa de Coimbra" por Nuvideia. Capítulo 2: Luís Filipe Carvalho, Loja das Meias Coimbra
Foi há dez anos atrás que tivemos o privilégio de conversar com o Sr. Cândido Santos Carvalho, proprietário da distinta Loja das Meias Coimbra. Connosco partilhou as seguintes palavras:“Sinto-me realizado com a minha profissão”. Quantos de nós teremos tamanha sorte, a de dedicar uma vida inteira a uma atividade que se ama?
Quem conheceu o Sr. Carvalho e quem conhece o filho, Luís Filipe Carvalho, rapidamente percebe que a amabilidade, a educação e o cuidado no trato são valores que estão bem presentes na família.
Foi em 1961 que a Loja das Meias Coimbra revolucionou a moda e a elegância na cidade, tendo sido pioneira no conceito de pronto a vestir. Enquanto proprietário do estabelecimento, o Sr. Carvalho teve a oportunidade de viajar e visitar cidades como Paris, Londres e Bruxelas, apercebendo-se do que se fazia no mundo da moda. Começou a importar grandes marcas, como Burberry, e o negócio prosperou.
Luís Filipe, jovem adolescente na época, já acompanhava os pais no trabalho, sobretudo nas férias escolares. Foi, naturalmente, adquirindo o gosto pela atividade e com 18 anos ali se fixou. Desde então, terão sido poucas as vezes que o Luís Filipe se ausentou das lojas. Quando questionado sobre a dificuldade que tem em “deixar” a Loja das Meias Coimbra, mesmo em detrimento de umas merecidas férias, explica-nos que é o gosto pelo que faz, o convívio com os funcionários, com os clientes que se tornam amigos que não o permitem “afastar-se”.
Sara Araújo (NUVIDEIA), Luís Filipe Carvalho (Loja das Meias Coimbra) e Ana Filipa Fonte (NUVIDEIA)
Sendo um “Homem da Baixa”, vive os seus "altos e baixos". Lembrando os "melhores anos" da Baixa de Coimbra, destaca a época em que ali cortaram o trânsito e os anos em que o Hospital da Universidade de Coimbra estava localizado na Alta da cidade. O facto de existirem muitos Consultórios Médicos localizados na Baixa também contribuía para o fluxo de pessoas que circulavam por ali.
O aparecimento dos centros comerciais veio alterar o funcionamento do mercado. As pessoas deixaram de se deslocar tanto ao comércio tradicional que, por sua vez, envelhecia. Muitos comerciantes não tinham quem desse continuidade aos negócios, acabando por fechar muitas portas, explica. Hoje considera que o trânsito da cidade não flui na direção da Baixa, antes pelo contrário.
Contudo, acredita que a dedicação diária dos proprietários e colaboradores dos comércios tradicionais e as relações que se criam com os clientes, contribuem para manter vivo o comércio tradicional e de proximidade.
E é evidente a dedicação que, tanto os Colaboradores como Luís Filipe e a esposa, Luísa, têm em manter a Loja das Meias Coimbra como um exemplo daquilo que deve ser e caracterizar o comércio tradicional. Revela-se na preocupação em estar permanentemente atualizados sobre as marcas de roupa que estão melhor posicionadas no mercado europeu e em trazê-las para as Lojas, no atendimento personalizado com que recebem os clientes, nas montras que estão sempre impecavelmente bonitas e atrativas e nos prédios, onde estão localizadas as lojas, sempre limpos, cuidados e arranjados.
Em 2021, a Loja das Meias Coimbra foi reconhecida como “Comércio Com História”. “Foi um reconhecimento destes anos que aqui estamos e procuramos fazer o melhor pela cidade”, afirma. Quando questionado sobre o que deseja para o futuro da Baixa, não hesita em responder: “Gostava que a baixa se revitalizasse. Que abrissem mais lojas de qualidade, porque trariam mais pessoas à baixa”, conclui.
Rubrica criada pela Empresa de Gestão de Redes Sociais “Nuvideia Comunicação e Imagem”, pertencente a Ana Filipa Fonte e Sara Reis, com o objetivo de recordar os Comerciantes da
Baixa de Coimbra e atrair mais pessoas àquela zona da Cidade e ao Comércio Tradicional e Local.
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Os workshops destinam-se a todas as pessoas — não é necessária experiência prévia — e podem ser frequentados através de inscrições individuais.
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Esta sexta-feira, 12 de dezembro, o ciclo Música na Tabacaria volta a encher o café-concerto da Oficina Municipal do Teatro (OMT) com novas sonoridades.
No dia 17 de janeiro, às 21h30, o Grande Auditório recebe Sakamoto 1996, um concerto de 70 minutos (M/6) que celebra o legado do aclamado compositor japonês Ryuichi Sakamoto, falecido em março de 2023.
Com a chegada da época natalícia, a Associação Quatro Patas e Focinhos volta a reforçar o verdadeiro espírito desta quadra: a partilha.
O Castelo Mágico reforça a programação de dezembro com a presença de mascotes convidadas que prometem animar as famílias e acrescentar ainda mais encanto ao ambiente festivo dentro das muralhas.
Mais do que um simples mercado, o evento distingue-se pela sua atmosfera única, onde se cruzam a beleza arquitetónica do Seminário, o espírito comunitário e a celebração artística e espiritual da época natalícia.
O Mercado de Natal da Baixa de Coimbra não é apenas um evento: é uma experiência que transforma o coração da cidade num ponto de encontro entre cultura, comércio e comunidade.
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Esta é uma oportunidade para os visitantes ficarem a conhecer verdadeiros tesouros naturais, a diversidade deslumbrante mundo dos minerais, das pedras preciosas e dos fósseis.
As luzes estarão ligadas diariamente até 6 de janeiro, entre as 17h00 e a meia-noite. Aos fins de semana e na véspera de Natal, o horário prolonga-se até às 2h00 e na noite de passagem de ano até às 6h00 da manhã.
A Inauguração da Iluminação de Natal acontece sexta-feira, 21 de novembro, às 18h30, na Praça 8 de Maio — e vai marcar oficialmente o arranque do programa “Coimbra Natal 25”.
Ao longo do dia, o público poderá encontrar uma grande variedade de objetos ligados a diferentes áreas, desde cerâmica, joalharia, ourivesaria e latoaria a peças de uso doméstico de outras épocas.
O evento reúne 18 expositores ligados às artes e ofícios tradicionais, com demonstrações ao vivo que permitem acompanhar as várias fases de criação de uma peça artesanal.
São filmes que falam de identidade, colonialismo e pertença, de violência e cuidado, de sonhos e assombrações, de corpos que resistem e reinventam o seu lugar.
Um gesto de reconhecimento e reparação para todas as mulheres que fazem o cinema existir, muitas vezes sem serem vistas.
A Feira de Artesanato Urbano regressa este sábado, 8 de novembro, à Praça do Comércio, entre as 9h00 e as 18h00, com 41 expositores e uma programação de música e folclore ao longo do dia.
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