"Luz e Sombra – da lente ao papel" apresentado a 11 de abril em Coimbra

Luz e Sombra – da lente ao papel é mais do que um livro: é um convite à participação. Desde a primeira página, a obra propõe uma reflexão sobre a forma como olhamos e sobre aquilo que escolhemos ver quando a luz e a sombra se cruzam. Trata-se de um objecto aberto, centrado no processo criativo e na relação activa com quem lê.

O projecto cruza fotografia e literatura a partir de múltiplas leituras da mesma imagem. A estrutura do livro parte de um exemplo concreto: uma fotografia serve de ponto de partida para oito textos inspirados nessa imagem. Depois dessas leituras literárias, surge um espaço inesperado — uma página preparada para quem lê continuar o percurso criativo.

No final de cada conjunto de textos, aparece uma folha com linhas, todas vazias, acompanhadas por perguntas como “E o seu olhar, o que vê?” ou “Deixe fluir em palavras o seu sentir”. O gesto transforma o leitor em participante, convidando-o a escrever e a prolongar o exercício iniciado pelas autoras.

Os textos pertencem a oito autoras: Ana Paula Miranda, Carla Carmona, Claudia Passarinho, Elizabete Alves, Luciana Morais, Maria Gaio, Maria Leonilda Pereira e Margarida Leite. Cada texto — conto ou poema, com um máximo de 300 palavras — apresenta diferentes perspectivas narrativas, emocionais e simbólicas sobre a mesma imagem.

Ao longo das páginas percorrem-se temas como solidão, memória, liberdade, amor, perda e tempo, revelando como uma única fotografia pode abrir múltiplos caminhos de interpretação.

Todas as fotografias que servem de ponto de partida para estas leituras são da autoria de Miguel Gago.

O livro Luz e Sombra – da lente ao papel tem sido apresentado em vários locais do país. A primeira apresentação aconteceu a 14 de fevereiro, em Lisboa. Segue-se Sintra, a 21 de março, e Coimbra, a 11 de abril, pelas 14 horas, na Casa da Cultura. A circulação do livro continua ainda em Cucujães, a 9 de maio.

Em cada apresentação, a obra reafirma o seu princípio fundamental: a leitura não termina nas páginas impressas. Entre a luz e a sombra, há sempre espaço para novas palavras — inclusive as de quem abre o livro.

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