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Oficina Escritas De Si Em Mergulhos Memorialísticos - Leituras Indisciplinadas Queer | TAGV

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Oficina Escritas De Si Em Mergulhos Memorialísticos
Leituras Indisciplinadas Queer

Escrevemos para recontar as histórias mal escritas sobre nós, dessa forma concebemos a linguagem, a memória e a identidade como territórios de criação e travessia. Nesta oficina nos propomos a mergulhar em deslocamentos poéticos e políticos entre o corpo, a voz e a história, primeiramente produzindo escritas que nos atravessam a partir de quem somos, para na sequência corporificar estes escritos em exercícios de vocalização desta nossa produção e quem sabe assim fabular criticamente sobre uma realidade possível. Nesse encontro, utilizaremos a linguagem em múltiplas dimensões, momentos de imaginação, escrita e verbalização desta produção, gerando uma captação final de múltiplas vozes em diálogo. — Ronna Freitas de Oliveira & Ana Doroteia Santos Dias

Ronna Freitas de Oliveira (Brasil) Travesti, artista transdisciplinar e pesquisadora. Doutoranda em Letras (UFPR / Brasil, FLUC / Portugal), com atuação artística e académica em epistemologias trans, linguagem e memória transbrasileira.

Ana Doroteia Santos Dias (Brasil) Não Binária, Historiadora (UFPA / Brasil). Mestre e PhD Candidate em Estudos sobre Mulheres, Género e Feminismos (PPGNEIM-UFBA/ CES-UC). Pesquisadora sobre Violências de Género, Interseccionalidade e Práticas Afetivas.

TAGV
duração aprox. 2h00
máx. 15 pessoas
M15

participação gratuita
inscrição oficina teatro@tagv.uc.pt

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literatura
clube de leitura

Leituras Indisciplinadas Queer

O ciclo Leituras Indisciplinadas Queer nasce como um espaço de encontro, partilha e presença. A cada sessão, abrimos um território coletivo onde a literatura se torna ferramenta de cuidado, reflexão e afirmação de existências.

O nosso propósito é simples e, ao mesmo tempo, profundo: ler e reler o mundo a partir de vozes queer, reconhecendo a riqueza de experiências que muitas vezes são silenciadas ou marginalizadas. Cada texto escolhido não é apenas literatura, é também memória, resistência e possibilidade de imaginar futuros.

A curadoria e a mediação são conduzidas por Fabrina Martinez e Iuri Lopes, ambas doutorandas em Estudos Feministas da Faculdade de Letras e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Propõem obras de autoria queer ou que abordem a diversidade sexual e de género, convidando a um diálogo aberto, crítico e afetivo. Mais do que discutir livros, criamos um cuidado coletivo: a proposta de um espaço mais seguro e vivo, onde diferentes interpretações se cruzam e se fortalecem mutuamente.

O ciclo afirma-se como gesto político e cultural, dando visibilidade à pluralidade de narrativas e ao direito de todas as pessoas existirem em plenitude. Ler é também ocupar espaço e celebrar a presença.

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Curadoria, mediação Fabrina Martinez, Iuri Lopes

Iuri Garcia Lopes performer e ativista não-binária. Doutoranda em Estudos Feministas (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Sociais / CES) centra a sua investigação nas reflexões sobre Masculinidades Dissidentes, Não Binaridade, Identidade, Teoria Queer e Estudos Transfeministas. Integra o Grupo de Pesquisa sobre Sexualidades no CES (GPS-CES). Coordena o Ciclo de Leituras em Estudos Feministas e de Género no CES.

Fabrina Martinez é escritora, doutoranda em Estudos Feministas (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e jornalista. Investiga a maternidade, a relação entre mães e filhas, a escrita literária de mulheres e pessoas queer, luto e corpo. Coordena o Ciclo de Leituras em Estudos Feministas e de Gênero do Centro de Estudos Sociais (CES) da UC e integra o Grupo de Pesquisa sobre Sexualidades no CES (GPS-CES). Professora de escrita criativa, afetiva e de literatura, é autora da novela Sabendo que és minha (ProAc + Jandaíra, 2020), participou da revista independente Café Espacial 17 (2019); das antologias Tomar Corpo (Jandaíra, 2019) e Antes que eu me esqueça (Quintal Edições, 2020). Escrever e executar o curta 3 anos, 5 meses e 8 dias, baseado na novela Sabendo que és minha. Foi mediadora do Leia Mulheres, participou de diversas mesas sobre literatura tanto como escritora quanto mediadora, entre elas o Festival Leia Mulheres, a Festa Literária Internacional da Mantiqueira (Flima) e a Feira Literária de Assis (FLiA), onde também atuou como produtora. Prefere o mar.