Abril Dança Coimbra
dança
15 abril & 28 abril 18h30
Corpos Performáticos
Corpos Performáticos é um Grupo de Performance do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (CAUC) que aborda a performance e a sua investigação a partir da prática artística combinando-a com uma reflexão teórica. Com acompanhamento de Susana Chiocca o projeto reúne artistas/investigadorxs interessadxs em apresentar os seus processos práticos como forma de encontrar caminhos para a escrita no que significa uma prática artística enquanto investigação.
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15 abril 18h30
Evento de Performance
Evento performativo nos espaços não convencionais do TAGV, no qual quatro performers Ed Freitas, Elisabete Magalhães, Gabriela Manfredini e Hugo Leite, apresentam criações individuais que ecoam das suas pesquisas de investigação doutoral. Procuram estabelecer conexões diversas com o público, numa abordagem abrangente que dá lugar à poesia, ao queer ou ao trabalho artístico como capital. O público é convidado a realizar um circuito por vários espaços do teatro, alguns dos quais raramente acessíveis, e experienciar a atmosfera e as inquietações do momento.
Espírito-Espírito / De Ed Freitas
Espírito-Espírito propõe um ritual de convocação onde se cruzam genealogias reais e ancestralidades imaginadas. Durante alguns instantes, produz-se a memória de uma presença, essa espécie de prece encarnada, que talvez nunca tenha existido antes e que só passa a efetivar-se com a força do chamado conjunto.
duração aprox. 2h00
M12
Percurso TAGV (lotação limitada — 25 pessoas)
Bandeja / De Gabriela Manfredini
Consideremos este garçom de café. Seus gestos são vivos e apoiados, quase demasiado precisos, quase demasiado rápidos [...] Toda sua conduta parece-nos um jogo. — Jean-Paul Sartre, O Ser e o Nada
Nesta performance, o gesto do serviço é construído por acumulação e repetição progressiva de tarefas que transformam o corpo numa partitura de ações funcionais. À medida que as ações se intensificam, pequenas dissonâncias infiltram-se na sequência: gestos impróprios, desvios mínimos, atos que interrompem a lógica do serviço. Entre disciplina e jogo, a performance expõe o momento em que o corpo, ao tentar coincidir com o papel que executa, revela as fissuras entre função, automatismo e liberdade.
duração aprox. 15 min.
M12
Café Teatro (lotação limitada — 25 pessoas)
Eligia / De Elisabete Magalhães
Elegia apresenta-se aqui como uma performance breve, um lamento coreográfico que emerge da memória do mundo contemporâneo. O corpo coberto pelo tecido torna-se imagem, quase pintura viva ou escultura em movimento. Não representa, mas apresenta uma intensidade simbólica. O corpo aqui converte-se num ideograma vivo, uma superfície maleável de inscrições efêmeras onde cada gesto, cada pausa, cada expressão, tece uma rede de significados que ressoa diretamente com a perceção de quem vê. O gesto ganha protagonismo, o corpo fala pela sua materialidade e pelas texturas que desenha no espaço, um gesto esculpido pela luz e pelo tecido, que reforça a ideia de presença oculta.
duração aprox. 30 min.
M6
Sala Verde (lotação limitada — 25 pessoas)
A Place Left Square / De Hugo Leite
O que sobra do corpo, quando o Horror se aproxima e aperta nossos corações, como se quisesse comê-los? Os mortos não nos oferecem o coração, mas a cabeça. A parte que nos olha fixamente. São a memória do nosso corpo, vazio de colagens. Esta ação performativa explora a reconstrução da masculinidade através da costura como reparação, partindo de pontos de tensão da anatomia funcional.
duração aprox. 30 min.
M6
TAGV (lotação limitada — 25 pessoas)
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28 abril 18h30
Slow
Co-criação de Gabriela Manfredini, Elisabete Magalhães, João Carada, Marianne Baillot, Alexandre Corrazza e Sónia Salcedo
Durante dois meses, os artistas do grupo Corpos Performáticos do doutoramento do Colégio das Artes em Coimbra reuniram-se para ensaiar o tema da lentidão. Partilharam práticas de dança, métodos somáticos, de regeneração, de lentidão, afetos quotidianos para contrariar os tempos atuais de aceleração e questionar para onde tudo isto nos arrasta. A atenção e o movimento fazem-nos refletir sobre a quase impossibilidade de pararmos, de contemplarmos, condicionados pelo aceleramento da vida, colidindo com os nossos desejos que são atropelados, muitas vezes, por nós próprios. Filmar e observar caracóis, subverter o vocabulário formal do Tai Chi, servir chá, descolonizar o corpo e a palavra, dar luz a uma terra com deficiência climática, fazer e desfazer, construir e destruir para suspender o tempo.
duração aprox. 1h00
M16
TAGV (lotação limitada)
entrada gratuita / levantamento obrigatório de bilhete
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Partindo de um interesse comum pela dança contemporânea e reconhecendo o lugar central que a dança ocupa na renovação da linguagem das artes performativas nas últimas décadas, a Câmara Municipal de Coimbra / Convento São Francisco e a Universidade de Coimbra / Teatro Académico de Gil Vicente promovem a organização conjunta de Abril Dança Coimbra, uma iniciativa que tem em 2016 a sua primeira edição e que a prazo se propõe envolver a cidade, mobilizando vários espaços, parcerias, formas de expressão e assumindo uma dimensão nacional de referência.