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Leituras Indisciplinadas Queer + Oficina Fritta | TAGV

literatura
clube de leitura

Leituras Indisciplinadas Queer + Oficina Fritta
entrada gratuita / TAGV

O ciclo Leituras Indisciplinadas Queer nasce como um espaço de encontro, partilha e presença. A cada sessão, abrimos um território coletivo onde a literatura se torna ferramenta de cuidado, reflexão e afirmação de existências.

O nosso propósito é simples e, ao mesmo tempo, profundo: ler e reler o mundo a partir de vozes queer, reconhecendo a riqueza de experiências que muitas vezes são silenciadas ou marginalizadas. Cada texto escolhido não é apenas literatura, é também memória, resistência e possibilidade de imaginar futuros.

A curadoria e a mediação são conduzidas por Fabrina Martinez e Iuri Lopes, ambas doutorandas em Estudos Feministas da Faculdade de Letras e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Propõem obras de autoria queer ou que abordem a diversidade sexual e de género, convidando a um diálogo aberto, crítico e afetivo. Mais do que discutir livros, criamos um cuidado coletivo: a proposta de um espaço mais seguro e vivo, onde diferentes interpretações se cruzam e se fortalecem mutuamente.

O ciclo afirma-se como gesto político e cultural, dando visibilidade à pluralidade de narrativas e ao direito de todas as pessoas existirem em plenitude. Ler é também ocupar espaço e celebrar a presença.

Iuri Garcia Lopes performer e ativista não-binária. Doutoranda em Estudos Feministas (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Sociais / CES) centra a sua investigação nas reflexões sobre Masculinidades Dissidentes, Não Binaridade, Identidade, Teoria Queer e Estudos Transfeministas. Integra o Grupo de Pesquisa sobre Sexualidades no CES (GPS-CES). Coordena o Ciclo de Leituras em Estudos Feministas e de Género no CES.

Fabrina Martinez é escritora, doutoranda em Estudos Feministas (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e jornalista. Investiga a maternidade, a relação entre mães e filhas, a escrita literária de mulheres e pessoas queer, luto e corpo. Coordena o Ciclo de Leituras em Estudos Feministas e de Gênero do Centro de Estudos Sociais (CES) da UC e integra o Grupo de Pesquisa sobre Sexualidades no CES (GPS-CES). Professora de escrita criativa, afetiva e de literatura, é autora da novela Sabendo que és minha (ProAc + Jandaíra, 2020), participou da revista independente Café Espacial 17 (2019); das antologias Tomar Corpo (Jandaíra, 2019) e Antes que eu me esqueça (Quintal Edições, 2020). Escrever e executar o curta 3 anos, 5 meses e 8 dias, baseado na novela Sabendo que és minha. Foi mediadora do Leia Mulheres, participou de diversas mesas sobre literatura tanto como escritora quanto mediadora, entre elas o Festival Leia Mulheres, a Festa Literária Internacional da Mantiqueira (Flima) e a Feira Literária de Assis (FLiA), onde também atuou como produtora. Prefere o mar.

Proposta de leitura de Iuri Lopes em fevereiro
O Mundo É Meu Trauma, de Jota Mombaça

No ensaio, Jota Mombaça expressa uma voz intensa e fragmentada sobre dor, memória, identidade e culpa. O mundo é retratado como um trauma vivo, que atravessa corpos, linguagens e subjetividades. Eles falam da insistência em escrever mesmo no vazio, da violência racial e simbólica cotidiana, da dívida deixada pelos invasores e da urgência de afirmar "eu sou maior que o trauma". É um desabafo-poesia que rompe com normas e revela as feridas íntimas e estruturalmente políticas.

Jota Mombaça é "one hit artist pop guerrilheirx, bruxx políticx, performer e pesquisadorx del kuir" que atua em contextos de mestiçagem estética, ética, visual, linguística, política, étnica, sexual e epistêmica.

Curadoria, mediação Fabrina Martinez, Iuri Lopes

Palco TAGV
duração aprox. 2h00

entrada gratuita
A inscrição para as leituras é gratuita e deve ser feita através de formulário ou teatro@tagv.uc.pt

Oficina Fritta
Ao longo do ciclo, há Oficinas Indisciplinadas, mediadas por pessoas artistas convidadas que compartilham conhecimentos e experiências para proporcionar formas de existir por e pela arte que praticam, em ações coletivas que geram fanzines e ativações de performances.